A turma do "Pânico na TV" volta das férias neste domingo e vai direto
para Campos do Jordão, de onde o programa será exibido, ao vivo. No cardápio de atrações do programa mais
comentado do ano, o repórter surdo Carlos Caramujo conta tudo o que acontece em uma passeata de sindicalistas. Já o Repórter Vesgo e Silvio Santos mostram o que rolou na exposição de quadros de Jô Soares.
Nesse evento, inclusive, o Vesgo voltou a atacar dando um beijo na atriz Regina Duarte. No quadro "Semana em Pânico", saiba como foi a
entrevista de Marisa Orth, a eterna Magda do sai de Baixo.
E ainda o lançamento do mais novo sucesso musical do Pânico na TV: Gil Couves. A atração vai ao ar às 18h30, pela RedeTV!

Hoje a noite o pessoal do Pânico marca presença na Festa do Insano, no Beach Park de Fortaleza. A festa leva o nome do maior brinquedo do local e terá como uma das atrações um pocket show com os integrantes do “Pânico na Tv”.
Se eles partissem para uma luta, o juiz seria um oftalmologista. De um lado, um repórter levemente estrábico, vindo de Itanhandu (Minas Gerais). No outro canto, um entrevistador veterano, direto de Ituverava (interior de São Paulo), que ostenta inseparáveis óculos de armação vermelha. O Repórter Vesgo (Rodrigo Scarpa, 23) e Ernesto Varela (Marcelo Tas, 44), no entanto, descarregam a agressividade em outros alvos.
Um dos principais responsáveis pelo sucesso do "Pânico na TV" --uma das maiores audiências da "Rede TV!"--, Vesgo atualiza, com outro foco, o gênero criado por Varela nos anos 80, que pode ser definido como "repórter cara-de-pau". Enquanto este fazia perguntas desconcertantes a políticos durante o período das Diretas Já, com a produtora Olhar Eletrônico, Vesgo vive na era das pseudocelebridades e tem como "missão" ridicularizar a busca insana de anônimos pela fama, em clima de pegadinhas. Ironicamente, Scarpa também está se tornando uma celebridade.
Vesgo protagonizou seu momento máximo recentemente: levou um safanão do ator Victor Fasano como resposta à saudação: "Victor, faz anos que não te vejo!". Sinal dos tempos: quando Varela fez sua mais famosa pergunta, ao então candidato à Presidência Paulo Maluf, "É verdade que o senhor é ladrão?", a resposta foi um profundo silêncio.
Scarpa, que nasceu no mesmo 1980 da Olhar Eletrônico, diz que não entende nada de política. Tas, que incorporou Varela pela primeira vez aos 23 anos (idade atual de Scarpa), diz que o Vesgo é, sim, um personagem que faz contestações políticas. No encontro que a Folha promoveu, no Maksoud Plaza, em São Paulo, entre as duas gerações de "repórteres cara-de-pau", Tas, Scarpa, Varela e Vesgo falam sobre as semelhanças entre o vazio de certos políticos e as celebridades instantâneas.
Varela X Vesgo
Marcelo Tas - O Vesgo é muito criativo, ousado, e é disso que a televisão precisa. Ela anda muito careta, e acho o trabalho dele e do pessoal do "Pânico" provocador, inquieto: o público gosta disso. Não é à toa que eles estão indo aos píncaros da glória. Isso mostra o contrário do que todos acreditam --que o público quer baixaria.
Rodrigo Scarpa - Tenho só 23 anos, então conheci o Ernesto Varela só depois que me vi fazendo o papel de Repórter Vesgo. Procurei na internet "repórter cara-de-pau", e aí veio o Varela. Achei bacana, comecei a ver os vídeos dele, a cara-de-pau que ele tinha para chegar nos políticos, no Maluf.
Inovação na TV
Tas - No início dos anos 80, o Varela fez um grande barulho porque a TV era ainda mais quadradinha. Junto, tinha a Olhar Eletrônico, um grupo de criadores muito forte. A intenção era revolucionar a TV mundial. Acredito que somos referência até hoje porque fizemos uma coisa muito antes do tempo. Era muito radical em termos de linguagem.
Scarpa - No começo, eu deveria ser um repórter sério. Na minha primeira reportagem, aparecia com uma família, que iria falar sobre o programa. Fiquei me sentindo mal por estar fazendo uma coisa quadrada. Fui lá e lambi a cara da entrevistada. Meus editores ficaram espantados: "Pô, mas você é louco, por que você fez isso?". Eu estava lá engasgado naquele padrão. Daí, comecei a ir às festas e senti uma intuição. Queria fazer um trabalho diferente, distante dos programas de fofocas.
Herança política
Tas - O Vesgo é herdeiro do Varela. Quer dizer, não sei se herdeiro é o termo certo, e também não me considero inventor desse gênero. Pessoas inquietas e que não se conformam com o padrão televisivo sempre existiram, são todos os que quebram com a linguagem e o conteúdo. O Vesgo está fazendo esse papel, que o Varela ainda cumpre.
Scarpa - O Varela era muito mais politizado do que o Vesgo. Tenho mais a ver com celebridades...
Tas - ...mas eu acho o Vesgo politizado. Nos anos 80, os políticos eram as pessoas que você precisava quebrar, era preciso quebrar aquele código. Por que esses caras só falam as mesmas coisas? As celebridades de hoje são os malufs da minha época.
Scarpa - Os políticos só falam sobre projetos, o discurso é o mesmo. Eles são celebridades vazias, não transmitem nada.
Tas - O Vesgo mostra o vazio desses discursos. Vejo uma semelhança nesse aspecto. O poder, hoje, está com as celebridades, mais do que ele está com os políticos. Os políticos se aliam às celebridades para posar em fotos.
Busca pela fama
Scarpa - "Big Brother", "Casa dos Artistas"... Hoje é moda, todos querem ser celebridade. Tem gente que faz de tudo para aparecer. As pessoas que são celebridades de fato não se irritam com o Vesgo. Sempre encontro os mesmos arroz-de-festa.
Tas - Quem é o maior arroz-de-festa da atualidade?
Scarpa - Antonela [Avellaneda], a "ex-BBB"! (risos)
Tas - E quem é o destaque masculino? (risos)
Scarpa - O destaque vai para... Caetano Zonaro ["BBB 1"].
Tas - Nossa, esse nem chegou à minha cultura televisiva! (risos)
Scarpa - (risos) ... à minha também não! Fico conhecendo essas pessoas nas festas. Via essas pessoas posando para fotos, e eu perguntava: "Vem cá, quem é você?".


::E O VICTOR FASANO?
::Também perdeu a esportiva. Encontrei-o em um teatro do Rio e mandei o trocadilho: "Victor! Faz anos que não te vejo!" Sem dizer uma palavra, o cara me tascou um soco no rosto. Confesso que me surpreendi com a covardia. A maior parte dos famosos me trata hiperbem.
::NINGUÉM NUNCA O PROCESSOU?
::Por que processariam? Não invento uma vírgula, me baseio exclusivamente na realidade. Outro dia, topei com a Carolina Magalhães e disparei: "Como é construir uma carreira à custa de um avô tão poderoso quanto o ACM?" Para o Cumpadre Washington, perguntei: "Você deixaria sua filha descer na boquinha da garrafa?" Vão reclamar do quê? Falei alguma mentira? Minha meta é desmontar o culto às celebridades. Procuro revelar as fraquezas e contradições dos tais VIPs. Mostrar que não os considero inatingíveis. Por isso, a história dos beijos. Sempre que avisto uma beldade, tento lhe dar uns beijinhos, na esperança de arrancá-la do pedestal. Já beijei a Xuxa, a Wanessa Camargo, a Roberta Miranda, a Gigi Monteiro...
::QUEM É MESMO GIGI MONTEIRO?
::Sei lá. Uma atriz, talvez. Esse povo vai surgindo do nada, e a gente se confunde...
::HÁ UM PARADOXO AQUI. VOCÊ CRITICA AS CELEBRIDADES E ESTÁ SE CONVERTENDO EM UMA...
::A diferença é que não busco os holofotes. Se virar celebridade, virei. Será conseqüência da minha profissão. Não me agrada a fama pela fama. Tenho origem simples. Nasci e cresci em Itanhandu, no sul de Minas. Meu pai trabalhava como açougueiro e, depois, se tornou comerciante de carros. Morávamos naquela cidadezinha de 15 mil habitantes, longe das badalações. Desde pequeno, sonhava em ingressar na mídia, no showbiz, essas coisas. Mas não por desejar a notoriedade. Gostava é do ofício. Quando beirava os 13 anos, dirigi dois curtas caseiros: O Chapéu do Diabo e Os Irmãos Gêmeos. Eu próprio criava as tramas e registrava as cenas com uma câmera VHS. Um horror!
::E RÁDIO, VOCÊ OUVIA?
::Mãe do céu! Era fissurado pela Jovem Pan FM. Não perdia o Pânico( programa que originou o da televisão). Mal descobri os malucos, pirei. Queria participar daquela bagunça. "Os sacanas se divertem e ainda faturam um troco!", pensava. Tracei, então, um plano. Bolava piadas e telefonava todos os dias para o programa, como ouvinte. Assim que os locutores diziam "alô?", soltava minhas gracinhas. Armava doideiras do tipo: passava um trote na Nair Belo, gravava e divulgava a fita no ar. Produzi até uma vinheta com meu nome. Os humoristas atendiam a ligação e escutavam: "Rodriiiigo Scaaarpa, de Itanhandu!" Eles riam porque nenhum ouvinte agia dessa maneira. Às vezes, me dava a louca, comprava umas tranqueiras típicas de Minas - queijo, doce de leite, goiabada -, pegava um ônibus e levava os presentes para a turma da Pan, na avenida Paulista. Resultando: me tornei um personagem informal do Pânico, o ouvinte-mala.
::QUANDO VOCÊ DEIXOU ITANHANDU?
::Aos 18 anos (hoje estou com 23). Troquei Minas por São Paulo tão logo entrei na faculdade - cursei rádio e TV, claro. Rapidamente, virei estagiário da Pan. Estagiotário, né? Ganhava R$ 150 por mês, colava adesivos da emissora pelas ruas e buscava sanduíche para o Luciano Huck, que dividia um programa com a Adriane Galisteu. Pouco depois, me contrataram como produtor.
::ANTES DO VESGO, VOCÊ INCORPOROU O CORVO, BRAÇO DIREITO DE MARCOS MION NO EXTINTO SOB CONTROLE, DA BAND. TREMENDO MICON, HEIN?
::Saí da Pan justamente para atuar no Sob Controle. De início, detestava o Corvo. Mas,
com o tempo, acabei curtindo a brincadeira. Foi minha estréia na televisão, ainda que não mostrasse a cara. Usava aquela fantasia horrorosa, lembra? Um troço superquente, que me encheu a pele de pereba.
::COMO REPÓRTER VESGO, O ASSÉDIO FEMININO AUMENTOU?
::Muitíssimo. Basta botar a fuça no vídeo que chove mulher.
::MULHERES INTERESSANTES?
::Não, a maioria me parece interesseira mesmo . Só que o interesse é recíproco. Uma permuta. Tenho interesse, elas também. O meu interesse você imagina qual é, não?
Rodrigo Scarpa, o repórter vesgo do Pânico na TV, não perde uma oportunidade sequer para colocar no ar suas observações, digamos, mais que sinceras sobre os incautos entrevistados que cruzam seu caminho.
Depois que foi agredido pelo ator Victor Fasano, que não gostou do jeito direto e piadista do repórter, ele mesmo viu-se descoberto pelos holofotes. Enquanto alguns fogem dele como diabo da cruz, já tem gente fazendo fila atrás do moço, querendo aparecer. O jeito para quem for interpelado pelo espirituoso Rodrigo é deixar rolar. Até porque, com ele não há meio termo. É amor ou ódio, à primeira vista.
Eu sei quem anda amolecendo o coração do Repórter Vesgo, Rodrigo Scarpa. Me contaram que ele estava esses dias no bar Caravaggio, em São Paulo, babando sem parar pela atriz Lívia Rossi, que atua na novela “Metamorphoses”. Os dois ficaram num cantinho cheios de conversas ao pé do ouvido, sorrisos e olhares. Será que vai dar namoro?
Rodrigo foi procurado pela reportagem de OFuxico mas, até o momento da publicação desta nota, não havia sido encontrado.
Luciano Szafir que se cuide... Se ele não quiser dar um irmãozinho para Sasha tem um concorrente se candidatando! É o repórter Vesgo da turma do "Pânico na Tv". Ele até conseguiu um beijinho de Xuxa na entrada da Festa da Caras...
Ele nem era famoso e já atormentava as pessoas. Mesmo antes de começar a trabalhar na TV, Rodrigo Scarpa já era conhecido da Jovem Pan. Quase que diariamente o ele ligava para a rádio para participar do programa Pânico. Daí quando o criador do Repórter Vesgo saiu de Itanhandu, sul de Minas, para fazer faculdade em São Paulo, ele foi procurar estágio na emissora e conseguiu, afinal já era “íntimo” de lá. Foi onde conheceu o apresentador Marcos Mion, que o levou para ser o Corvo no seu programa Descontrole. Quer saber mais sobre ele? Então leia a entrevista abaixo.
Estrelando: Como surgiu o Repórter Vesgo?
Rodrigo: Foi muito espontâneo. Eles(elenco do Pânico na TV) me colocaram para fazer um repórter sério, em um link com as famílias que iriam dar sua opinião sobre o programa. Na primeira entrevista eu dei uma lambida na cara da “tia” que estava entrevistando e todos da RedeTV! acharam aquilo um absurdo. E aí eu fui implantando esse estilo, de um repórter fora do padrão. Depois, em uma das festas, eu comecei a fazer essas perguntas que todo mundo sempre quis fazer aos artistas e nunca pôde. E deu certo.
Estrelando: Seria uma sátira ao momento “celebridade” que a mídia está vivendo?
Rodrigo: Sim, é uma sátira a todos esses programas que falam sobre os artistas e sobre as falsas celebridades que surgem a todo o momento e fazem de tudo para aparecer na mídia. O que não exclui as verdadeiras celebridades. Com elas eu acabo fazendo uma abordagem diferente, fora dos padrões jornalísticos.
Estrelando: Qual seria a grande “celebridade” que merece ser entrevistada pelo seu personagem e ainda não foi?
Rodrigo: Eu queria muito entrevistar o Paulinho Vilhena, para ver a reação dele, já que ele não gosta muito de imprensa. O que será que iria acontecer? Eu pensei em entrevista-lo com uma luva de boxe e um capacete, porque em todo caso estarei protegido.
Estrelando: Antes como o Corvo ninguém via a sua cara e nem sabia quem você era. Já como o Vesgo você acaba expondo sua imagem. Há por causa disso algum tipo de autocensura?
Rodrigo: Eu procuro não ser agressivo, minha intenção não é, e nunca será, humilhar um entrevistado. Eu só falo a verdade, não agrido as pessoas. Tento ser simpático com os artistas, por isso esse lance do beijo, do repórter carinhoso. Minha preocupação no início era não me tornar antipático para os telespectadores, e acho que estou conseguindo. As pessoas e a crítica estão gostando.
Estrelando: A maioria dos personagens tem vida curta, como é o caso do Corvo, que já não existe mais.Você já está preparando outro, ou acha que o Vesgo tem uma sobrevida maior?
Rodrigo: O Corvo acabou porque ele estava muito vinculado ao Marcos Mion. Já o
Vesgo sou eu mesmo, e para ele continuar só vai depender de mim. Eu acredito que ele tem muito chão pela frente porque os artistas estão sempre se renovando e sempre irão existir falsas celebridades querendo ser famosas.
Estrelando: Houve o convite da Marlene Mattos para que seu personagem fosse para a Band?
Rodrigo: Não houve uma proposta efetiva, foram só conversas superficiais. Mas mesmo se a proposta fosse boa eu não iria porque dentro do Pânico na TV o Vesgo é muito engraçado, mas talvez fora desse contexto não seria a mesma coisa.
Estrelando: Você se considera uma “celebridade”?
Rodrigo: Não! Eu não sou e nem quero ser uma celebridade, eu nem tenho noção disso. Pra mim é tudo muito novo, não faz nem um ano que comecei e já tem toda essa repercussão. Pode não parecer, mas eu sou um cara tímido e fico até assustado quando no shopping ou na balada as pessoas me reconhecem.
Antes de terminar a entrevista, um aviso do Rodrigo para os famosos: “É pior quando o artista fica muito bravo, porque aí eu fico incomodando ainda mais. Uma dica que dou aos novos entrevistados é seja bem humorado e entre no clima da brincadeira”.
Olá!! A partir de hoje estarei publicando todas as notícias sobre o Repórter Vesgo. Primeiramente farei um resumo de notícias que saíram nos últimos meses e depois a cada dia eu vou atualizando.